Vê o que ninguém vê.

Música, cultura e outras coisas que merecem ser olhadas de lado.

Episódios

Capa do episódio EP008 — A cidade tem dono. E não és tu.

Esta semana

EP008

A cidade tem dono. E não és tu.

Uma emissão clandestina sobre salários, rendas e revoluções por cumprir. Treze músicas, comunicados à população, conselhos financeiros indesejados e um serviço de subscrição para quem ainda não trabalha o suficiente.

Míope Vesgo na ESRadioSegundas · 21hOuvir ESRadio ↗

Criar sem pedir licença

Conversas

Manga CavaCriar sem pedir licença

Um EP batizado a partir de um quadro encontrado no lixo, guitarras sem grandes cerimónias e uma vontade declarada de criar sem pedir licença. Dez perguntas às Manga Cava sobre música, liberdade e a necessidade de fazer barulho cá para fora.

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A música, o lado estranho das coisas e um Pikachu sem contrato

Conversas

GabciA música, o lado estranho das coisas e um Pikachu sem contrato

Entre o darkwave, o synthpop e um Pikachu de intenções pouco esclarecidas, Gabci fala de composição, imperfeição, noites de inspiração duvidosa e da liberdade de fazer música sem seguir uma fórmula.

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RITA NABAIS E A IMPOSSIBILIDADE DE OUVIR MÚSICA EM PAZ

Conversas

Rita NabaisRITA NABAIS E A IMPOSSIBILIDADE DE OUVIR MÚSICA EM PAZ

164 artistas e bandas, várias décadas de guitarras e uma cabeça que já não consegue ouvir uma canção sem procurar imediatamente as suas ligações ao passado. Rita Nabais fala-nos das bandas esquecidas, da história do rock português e de uma espécie de Matrix musical que nunca se desliga.

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OITO DISCOS DE OUTUBRO QUE JÁ MERECEM SER OUVIDOS

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VÁRIOSOITO DISCOS DE OUTUBRO QUE JÁ MERECEM SER OUVIDOS

Outubro ainda vai no início e já saíram discos suficientes para ocupar várias semanas de escuta. Não vale a pena fingir que esta é uma lista definitiva nem chamar-lhe “os melhores do mês” quando ainda falta mais de metade dele. São simplesmente oito discos novos que nos interessaram por razões diferentes e que, neste momento, merecem tempo. Não estão ordenados e não obedecem a um género comum. Há psicadelismo, post-punk, garage, soul, krautrock, guitarras bastante mal comportadas e algumas bandas que continuam a achar mais interessante complicar do que repetir aquilo que já lhes correu bem.

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QUEM ESCREVE QUANDO O NOME É DE OUTRA PESSOA?

Conversas

Marisa SousaQUEM ESCREVE QUANDO O NOME É DE OUTRA PESSOA?

Marisa Sousa passa boa parte dos dias a escrever textos que acabam assinados por outras pessoas. Falámos sobre vozes emprestadas, ghostwriting, textos marca branca, pessoas que ficam melhores por escrito do que ao vivo, Mercadona, correio sentimental e uma proposta bastante séria para o regresso das listas telefónicas.

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O TEATRO SÓ FAZ SENTIDO QUANDO HÁ DIÁLOGO

Conversas

Claudia LázaroO TEATRO SÓ FAZ SENTIDO QUANDO HÁ DIÁLOGO

Claudia Lázaro fala-nos de teatro sem o pôr num pedestal. Do medo de fazer figura de parvo à autocrítica que às vezes atrapalha mais do que ajuda, passando pela fronteira entre representar e simplesmente estar ali, exposto. Pelo caminho entram crianças, plateias, Augusto Boal e o Teatro do Oprimido. No fundo, uma conversa sobre o momento em que deixamos de representar segurança e aceitamos o risco de sermos vistos.

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HÁ MAIS CULTURA EM PORTUGAL

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HÁ MAIS CULTURA EM PORTUGAL

Há mais cultura em Portugal, mais festivais, mais programação e mais coisas a acontecer. Mas entre a euforia do verão, os palcos montados em vilas e aldeias e a sobrevivência diária de músicos, associações, técnicos e espaços independentes, fica uma pergunta por responder: o que permanece quando acaba o festival? Este texto atravessa Portugal à procura dessa resposta ( do STOP a Cem Soldos ) e propõe uma medida simples para perceber o estado real da cultura: voltar em fevereiro.

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O TAMANHO CERTO PARA OUVIR

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Maria Reis - RCAO TAMANHO CERTO PARA OUVIR

Maria Reis toca esta noite no Rádioclube Agramonte, no Porto. Suspiro... serve de pretexto para olhar para outra coisa: as salas pequenas, os circuitos que existem entre o bar e o grande auditório e a importância de uma cidade continuar a ter lugares onde um concerto não precisa de centenas de pessoas para fazer sentido.

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A CIDADE TEM DONO. E NÃO ÉS TU.

21 de outubro de 2026

A CIDADE TEM DONO. E NÃO ÉS TU.

Trabalhas, pagas a renda, a luz, a água, compras comida e, se tiveres sorte, ainda sobra dinheiro para uma extravagância. Como ir ao dentista.

Trabalhas, pagas a renda, a luz, a água, compras comida e, se tiveres sorte, ainda sobra dinheiro para uma extravagância. Como ir ao dentista.

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QUEM VIVE NO POSTAL?

05 de outubro de 2026

QUEM VIVE NO POSTAL?

Sistelo, turismo, recuperação e a dúvida sobre o que realmente se preserva quando uma aldeia aprende a viver da própria imagem.

Sistelo tem 199 habitantes segundo os Censos de 2021 e chegou a receber cerca de 100 mil visitantes por ano. As casas estão recuperadas, há restaurantes, alojamentos e carros ao longo da estrada, mas numa tarde passada na aldeia foi muito mais fácil encontrar quem a visitava do que quem lá vivia. A pergunta não é se o turismo é bom ou mau, mas o que estamos realmente a preservar quando transformamos uma aldeia num destino.

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QUANDO TUDO PASSOU A TER CONCEITO

02 de outubro de 2026

QUANDO TUDO PASSOU A TER CONCEITO

Sobre ideias que precisam de demasiadas palavras e projetos que só funcionam quando deixam de ser explicados.

Bares com visão, restaurantes com narrativa, marcas com valores, discos com manifesto e até presunto e queijo sujeitos a curadoria. O conceito tornou-se omnipresente, mas quanto mais precisa de ser explicado, mais legítimo é perguntar se está realmente no trabalho ou apenas no discurso que o acompanha.

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O COMETA PASSOU POR AQUI

24 de setembro de 2026

O COMETA PASSOU POR AQUI

Imaginar uma noite

Há uma diferença bastante grande entre imaginar uma noite e ter duzentas pessoas dentro dela. A Noite do Cometa começou como muitas coisas começam: uma ideia que parecia simples enquanto ainda não tinha orçamento, horários, técnicos, bandas, bilhetes, pulseiras, alojamentos, egos, mensagens por responder e uma porta prestes a abrir. Depois aconteceu. E quando aconteceu deixou de ser exatamente nossa.

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